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Satish Kumar in Brazil, 2011

Satish Kumar in Brazil, 2011

Soil, Soul, Society is the title of Satish’s Earth Talk and also the title of his latest book, which has recently been published by Leaping Hare Press.

In this Earth Talk Satish discusses how his holistic vision is enshrined in the ancient philosophies of Hindu, Buddhist and Jain traditions of India which were revived for our time by Gandhi and Tagore. In turn, these ideas were brought to the west by E F Schumacher in his book, Small is Beautiful.

To facilitate the emergence of a new sustainable future we need to bring about an educational transformation by replacing the three ‘R’s (reading, writing and arithmetic) with three ‘H’s (education of head, heart and hands). Satish’s talk offers a fascinating and inspiring recipe and guidance for a gentle revolution in our thinking and in our way of life.

Satish Kumar is a former monk and long-term peace and environment activist. He has been quietly setting the Global Agenda for change for over 50 years. He campaigned for land reform in India — working to turn Gandhi’s vision of a renewed India and a peaceful world into reality. In 1973 Satish settled in the United Kingdom taking up the post of editor of Resurgence magazine and founding a number of ecological and educational ventures including Schumacher College.

 

 

Maria Auxiliadora:

Giles Hutchins, author of The Nature of Business has written this in-depth review of our book Holonomics.

Postado originalmente em The Nature of Business:

Giles Hutchins explores a dynamic way of seeing in business and beyond, in reviewing the book Holonomics: Business Where People and Planet Matter, authors: Simon Robinson and Maria Moraes Robinson.

Publisher: Floris Books, UK, 2014. ISBN 9781782500612 find here on Amazon

Much has been written recently about the increasingly desperate need for radical approaches to business, leadership, social change, politics and economics. We have Einstein’s words ringing in our ears in recognising that we cannot face today’s problems with the same thinking that created them.  This much is certain.  And yet when it comes to radically overhauling our way of attending, relating, engaging and thinking in business and beyond, we all-to-often find ourselves falling short, restricted by ingrained habitual frames. To truly see ‘outside the box’ in a systemic way is most challenging and yet nothing less is now called for.

holonomic authors

Holonomics unpacks what it practically means to think differently…

Ver original 617 mais palavras

Há muitos anos escrevi esses pensamentos a respeito da Felicidade e à sua ligação com o permanente. Em momentos de grandes mudanças, entendermos a diferença entre o transitório e o permanente nos conforta e nos coloca firmes de volta em nossa jornada pela Terra. Gostaria de compartilhar com vocês essas reflexões.

Credit: Permanance by Ronan McDonnell

Credit: Permanance by Ronan McDonnell

O mundo não produz eventos separados, ou seja, uma vitória hoje não deve ser comemorada como algo distinto das outras esferas da sua vida. Assim, não é um evento, mas sim um aspecto de um processo. Da mesma forma, a derrota, pois, tudo está interligado.

Não existe noite ou dia e sim aspectos de um mesmo processo de bifurcação/dicotomia aparente. Neste sentido, também, não há como nos misturarmos ou confiarmos naquilo que nos rodeia, pois, são de natureza efêmera, transitória e, portanto, contém em sua essência a semente do sofrimento.

Somos e vivenciamos aquilo que pensamos e nossa mente está em um contínuo movimento de transformação e adaptação. Portanto, nossas experiências têm, por origem, por ‘carga genética’, a transitoriedade. Como resultado, se nos apegamos ao que passa, sofremos no momento em que aquilo ao qual nos apegamos, passa.

Charles Baudelaire

Charles Baudelaire

Devemos, como única solução para encontrarmos a nossa felicidade, nos ater ao que é eterno. E, lembrando Baudelaire, tudo contém um aspecto permanente e um transitório. E o permanente em tudo é o amor que a gente tem. Portanto, seremos mais ou menos felizes na medida em que tivermos mais ou menos amor às coisas, ou seja, mais ou menos nos conectarmos ao aspecto permanente de todas as coisas.

Assim, seja na derrota seja na vitória manteremo-nos felizes, pois, desconectados da transitoriedade que estes dois eventos possuem em sua natureza.

Sem palavras! Essa é a minha sensação após a profusão de sentimentos belos e fortes que emergiram em mim no último capítulo de Joia Rara. Sem palavras porque nesse instante as palavras são insuficientes para expressar tanta plenitude, a satisfação de ser humano e poder apreciar algo que fala direto ao coração e à alma.

Ananda Rinpoche e Franz

Ananda Rinpoche e Franz

A novela toda foi primorosa, uma história relatada com qualidade e refinamento, nos mínimos detalhes, desde a escolha dos atores e personagens, os cenários fiéis à época e as músicas, provenientes do que temos de melhor em nossa cultura.

Pérola e Mundo

Assistindo ao último capítulo lembrei-me de uma palavra em sânscrito que se chama “satsang”. Satsang significa “a companhia dos bons” e segundo a filosofia indiana se refere a todas as formas de relacionamento que temos com o mundo, ou seja, nossos cinco sentidos, bem como nossos sentimentos e formas de conexão mais sutis. A companhia dos bons se refere, assim, ao que comemos, vemos, tocamos, cheiramos, ouvimos, a tudo de que nos alimentamos, em um sentido mais amplo.

Os monges ensinando valores humanos

Os monges ensinando valores humanos

Joia Rara sem dúvida foi “satsang”. Em toda a sua grandeza e abrangência. Apresentou personagens que, como os deuses nas histórias da Índia, têm seus aspectos de fortaleza, mas também de fraqueza, assim como nós seres humanos. Personagens complexos, como na vida real, e por isso, belos. E demonstrou a prática do perdão e da compaixão de forma concreta, verdadeira e possível.

Earnest e Manfred

Os cinco valores humanos em ação: Verdade – Amor – Retidão – Paz – Não Violência. Talvez uma poesia possa melhor expressar a gratidão que sinto por ser brasileira e por ter tido a oportunidade de ver uma obra prima em minha língua natal:

Ao cair da tarde

Satsang

Preciosa ambrosia

Para a alma e o coração.

Pérola Joia Rara

 

Muito obrigada às autoras e a todos que fizeram parte de Joia Rara.

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Pelos muitos blogs que Simon já escreveu sobre a novela Joia Rara, transmitida às 18 horas pela Rede Globo, é de conhecimento de todos que tanto ele como eu somos grandes admiradores dessa grande obra. A cada capítulo discutimos sobre quão bem feita é a trama, como a história evolui de forma bem estruturada e de como os personagens são bastante reais, na forma como lidam com seus dramas pessoais.

Jornada nos Himalaias

Jornada nos Himalaias

Um dos capítulos, que foi ao ar no início da semana passada, particularmente chamou muito a minha atenção. Uma das cenas que muito me emocionou nesse capítulo, foi a que Ernest Hauser, interpretado pelo ator José de Abreu, reassume a sua fábrica e vai comunicar o fato para aos empregados na produção.

Ernest comunica aos empregados as mudanças na fábrica

Ernest comunica aos empregados as mudanças na fábrica

Ele desce até o chão de fábrica para informar a todos que muita coisa vai mudar a partir de agora, como o horário de trabalho, que será menor, e a qualidade da comida que muito melhorará. Essas entre outras medidas farão com que os empregados possam ser muito mais felizes no trabalho.

Por ter trabalhado diretamente na produção e sentido como os demais as dores de uma gestão somente centrada no lucro e que não respeitava as pessoas, pôde ampliar sua consciência e realmente ver diferente. Como muito se discute hoje no mundo dos negócios, ser próspero significa muito mais do que dar lucro, significa ver a organização como um todo, um organismo vivo que precisa de energia e alegria para crescer e dar resultados sustentáveis.

Ernest trabalhando na produção

Ernest trabalhando na produção

É muito interessante ver a evolução do personagem Ernest, que foi do auge ao mais baixo nível na esfera social, para então retornar ao topo de forma transformada. Sua história muito me lembra da Jornada do Herói, conforme relatada por Joseph Campbell, um dos maiores estudiosos de mito do século XX. Essa jornada é a que todos somos convidados a fazer em nossas vidas, sendo que, porém, somente alguns têm a coragem de empreendê-la.

Ernest e Pérola

Ernest é um desses exemplos, e como diz em uma das cenas, ao experenciar os dois estremos, a profunda dor sob a tirania de Manfred e a grandeza do amor incondicional de Pérola, pôde encontrar o caminho do meio, o seu eu autêntico, a sua expressão particular na vida.

Para mim, Ernest é uma metáfora da história do príncipe Gautama, que depois de experimentar a luxúria e a riqueza na cidade e a mais profunda privação na floresta, encontra o caminho do meio, que o faz expandir a consciência, iluminar e se tornar Buda.

Ernest morando no cortiço

Ernest morando no cortiço

Nesse mesmo capítulo, em outra cena, Yolanda, interpretada por Carolina Dieckmann, tem uma ideia transformadora, criar creches comunitárias para que as mães que moram no cortiço e que trabalham fora possam deixar suas crianças durante o tempo de ausência.

O mais fantástico acontece quando ela convida os três monges budistas para serem os professores, guias, nessas creches. Eles já fazem um trabalho excepcional, ensinando Pérola e as crianças do cortiço sobre valores humanos através das brilhantes histórias da tradição oriental e budista que contam. Como a história da discussão entre os animais da floresta que disputam a posse de uma árvore frutífera. Ao tentar definir quem era o proprietário dela, acabaram por descobrir que ela era de todos, pois, se desenvolveu há muito tempo e com a colaboração de cada um e de muitos ancestrais.

Os monges ensinando valores humanos

Os monges ensinando valores humanos

E é exatamente esse tipo de educação para a vida que falta em nossas escolas atualmente. Entre 2010 e 2012 tive o privilégio de fazer um curso de especialização, criado na Índia, pelo educador Sathya Sai Baba, chamado Programa Sathya Sai de Educação em Valores Humanos e que tem por objetivo a formação do caráter a partir da introdução dos cinco valores humanos universais na educação de na vida de cada criança: Amor, Verdade, Ação Correta, Paz e Não-Violência.

Esse programa já foi e é desenvolvido em muitas escolas pelo mundo, como é o caso da Escola Sahya Sai de Casa Branca, no município de Brumadinho, em MG, e a chamada Escola do Milagre, na Zâmbia, que recebeu reconhecimento internacional por recuperar, através do amor e da introdução desse programa de valores humanos, crianças desajustadas e com problemas de aprendizado.

Crianças e eu em uma atividade do programa de educação em valores humanos

Crianças e eu em uma atividade do programa de educação em valores humanos

Em 2012, fui convidada para ser uma das avaliadoras técnicas do Prêmio Criança da ABRINQ, que premia iniciativas que melhoram as condições de vida de crianças entre 0 e 6 anos de idade. Tive a felicidade de conhecer uma das premiadas, a escola Estação da Luz, que fica em uma região de subúrbio no município de Eusébio, no Ceará. A escola introduziu o que intitulou de Projeto Educare baseado no Programa Sathya Sai de Educação em Valores Humanos e que se desenvolve de forma ampla, incluindo além dos alunos, professores, os demais funcionários e os pais.

Cerimônia de entrega do Prémio Criança da ABRINQ

Cerimônia de entrega do Prémio Criança da ABRINQ

A partir da introdução dos valores humanos em todo o processo pedagógico, como diz Patrícia, uma das educadoras da escola, é possível em cada criança: “retirar e resplandecer aquilo que se tem, de dentro para fora. Já imaginou como é o interior de uma criança? É belo e puro. É só cuidar com carinho que o que vier para fora terá muita chance de florescer para o bem.” Com essa educação baseada em valores, “não há como produzir comportamento de bullying, por exemplo, presente em ambientes em que não existe diálogo ou harmonia.”

E são esses os valores transmitidos pelos monges na educação de Pérola e das demais crianças do cortiço. E que Yolanda quer introduzir nas novas creches.

O poder transformador das duas mensagens transmitidas nesse capítulo é a resposta para muitos dos nossos problemas, que tanto nos incomoda em nossa realidade atual: a necessidade de transformação dos ambientes de trabalho, tão carentes de significado e de felicidade e a existência de mais escolas que formem um caráter firme e robusto nas crianças. Ernest, Pérola, Yolanda e os monges nos ensinam o caminho.

Desenvolvimento de uma educação de qualidade significa preparar cada um para trilhar a sua jornada pessoal, cultivar a coragem de encontrar seu caminho do meio, sua iluminação, para então realmente transformar a realidade coletiva e a experiência de realmente ser humano.

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I was in the UK this December and January, visiting family and friends, not only visiting some great towns and cities such as Oxford and Leeds, but also some amazing places such as Snowdonia in North Wales, Keswick in the Lake District, and Avebury in the south west of England. Simon and I also went to see the starlings in Gretna, the most southerly town in Scotland, which is on the border with England, and here again we had an unbelievable treat, first on the 2nd of January, and again on the 4th when we changed our viewing location, ending up right underneath them. Simon has made a film of them which you can watch below.

For me, experiencing the starlings and being so close to them was a blessing. I felt that the universe was blessing me with wonderful, marvelous natural display over my head. Coming and going in a very gentle way. I felt a great harmony between us standing there and that very wonderful sunset, the colours in the sky and the silence and the sound of them moving in that spectacular fashion.

Photo: Simon Robinson

Photo: Simon Robinson

That very wonderful spectacle much more than many other things with just us two watching. I felt a very great privilege to be there at that moment, exactly where they were.

While I was watching, I was thinking how we as human beings create so many points of disharmony because we use our expectations, emotions, our value judgements about everything, and this makes us far from other people, far from the natural world which in fact we really do not understand. So this is why it is so difficult to connect.

When I saw the starlings flying together in a very big harmony without questioning. None of them were stopping to ask why are we going in this direction and not the other. They were just flowing, going, having fun together as a group. So I saw what great wisdom they have, I saw they live in such a great state of grace, a state which we find so difficult to achieve in our daily lives.

There is so much which exists around us all the time, teaching us, and if we open our internal eyes, the eyes of our heart we really feel the marvelous things around us, a plant, the water which comes to us from the tap or when we are having a shower, the gratitude of the things around us, fulfilling their ‘mission’ without question. The water is there to be water. The plant is there to be a plant, they do not question, they are just ‘being’.

If we just observe these things we can find our authenticity and what we are doing here. We can flow, because these things around us have an ‘intrinsic’ or ‘original’ wisdom there is an internal belief that they have to be what they are. Nature is all the time this, and we can learn a lot from nature, and be more authentic, more connected and more in harmony.

We have this intrinsic wisdom, but we’ve forgotten it. We are far from nature as there are so many things which we put in our minds. So nature around us can teach us a lot, and nature is happy naturally. When you see the starlings flying, you feel a very good sensation, a happiness, when you see a flower, the things around us. It is an intrinsic happiness and we can learn so much from this.

Feliz Ano Novo

Photo: Simon Robinson

Photo: Simon Robinson

Este ano tive a feliz oportunidade de visitar um dos lugares mais bonitos em que já estive, Snowdonia, País de Gales. Tem muita coisa para ser explorada lá e uma delas é um lugar chamado Fairy Glen. Após caminhar alguns minutos dentro de uma mata, passar por pedras e alguns pequenos riachos, chegamos a esse lugar tão belo, cercado de verde e água por todos os lados e de uma paz infinita. Nesse cenário de grande beleza, decidi gravar esse vídeo desejando a todos um excelente 2014, repleto da energia tão pura e mágica desse lugar.

E para que o Ano Novo já comece embalado em um ritmo feliz, segue um pequeno presente a todos.

Feliz 2014 a todos!!!

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